PCTP MRPP - Norte

 
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Os resultados do acto eleitoral de ontem, quando ainda faltam apurar os círculos eleitorais da Europa e Fora de Europa, merecem do PCTP/MRPP as seguintes considerações.1 - O facto mais relevante destas eleições foi, sem dúvida, a derrota fragorosa de Sócrates e do PS que nos últimos anos levaram a cabo uma politica de vende-pátrias e de inaudita intensificação da exploração dos trabalhadores portugueses, sob a capa de uma propaganda demagógica e  mentirosa.2 - O escorraçamento de Sócrates do poder constitui um acto de saneamento e de higiene na vida pública portuguesa.3 - A vitória dos seus parceiros do PSD na assinatura dos acordos de traição com o FMI tem a virtude de introduzir uma maior uma clarificação dos campos, na guerra que a partir de agora se vai inevitavelmente desenvolver entre o movimento operário e popular e a classe dos capitalistas.4 - Para além da estagnação do PCP – que em termos absolutos ainda assim vê diminuir a sua votação - há principalmente a registar a expectável e prevista, pelo nosso Partido, queda a pique do BE (cantou alto cedo de mais), cuja falta de ideologia e uma posição equívoca a respeito do FMI e da dívida tiveram a sua expressão na derrota que averbaram.5 - Relativamente à candidatura do PCTP/MRPP, se bem que não tenha desta vez logrado eleger pelo menos um candidato, há a assinalar que o Partido obteve a sua maior votação de sempre (63.000 votos), com mais de cerca de 10.000 votos relativamente às eleições de 2009, e, assim, reforçando a posição do maior partido extra-parlamentar.6 - Importa ainda evidenciar que, no distrito de Lisboa, a nossa Candidatura aumentou de uma vez e meia a sua votação anterior.7 - Este significativo aumento percentual e em termos absolutos da votação no PCTP/MRPP, mesmo com uma subida da abstenção, ganha uma relevância ainda maior, não apenas porque esta candidatura foi objecto de uma raivosa campanha de silenciamento e de provocação, como por ter sido a única força politica que defendeu aberta e corajosamente o não pagamento de uma dívida que não foi contraída pelo povo português, que dela em nada beneficiou, e se bateu do primeiro ao último momento pela denúncia do acordo de traição com o FMI.8 - A Candidatura do PCTP/MRPP saúda vivamente os milhares de elementos do povo trabalhador, jovens e democratas que, votando nela,  manifestaram de forma consciente a sua disposição para a luta que se avizinha, e promete procurar estar à altura das batalhas que se irão suceder contra a tentativa de nos reduzirem a escravos do capital financeiro internacional.FMI fora de Portugal! Por um governo democrático patriótico!

Lisboa,
6/06/2011O
Secretariado do Comité Central do PCTP/MRPP




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